Discurso do Presidente cessante da ASPFA

Excelentíssimas senhoras e senhores associados.

Excelentíssimos convidados e convidadas.

Excelentíssimo Presidente da Direção Nacional, e restantes membros dos Órgãos Sociais da Associação Sócio Profissional dos Faroleiros.

Camaradas.

Termina hoje uma jornada de 4 anos, intensos, gratificantes e de muito trabalho, na construção e consolidação deste projeto, que há muito tardava em se concretizar, na projeção da nossa profissão secular, na sociedade portuguesa.

Foi uma honra e um privilégio ser o primeiro Presidente da ASPFA, um cargo deveras exigente, e que deve ser honrado pelo que ele significa, e também pelo empenho necessário, e sem receios de pressões de qualquer tipo, a que um cargo destes acalenta, numa associação profissional.

Só com muito trabalho e dedicação, respeito pelos sócios, pela profissão, e sem entrar em estrelatos, ou sequer almejar em receber “vantagens” de qualquer tipo em benefício próprio, é que se pode alcançar o sucesso. Quem pensa que estas outras vias, foram ou são, as que levam ao sucesso pessoal ou associativo, não passa de um ser desprovido de qualquer sentido da realidade.

Esta, foi a postura que sempre defendi, enquanto dirigente da ASPFA, e é a que pratico enquanto faroleiro e cidadão. A de distinguir o dirigente associativo do faroleiro perante a tutela, partidos políticos, demais instituições, associados, faroleiros e outros militarizados. Foi um desafio, mas com determinação, e perseverança o alcancei, mantive e dirigi esta associação nos últimos 4 anos.

O sucesso a que chegamos, ainda que sem atingir o objetivo final, só o pôde ser alcançado, com a constituição de uma grande equipa, na qual fui timoneiro, mas apenas só e mais um. É a eles, aos nossos sócios que compuseram os primeiros órgãos sociais e delegados regionais, que dedico as minhas palavras de agradecimento, e de orgulho em fazer parte deste grupo de trabalho.

Muito do que nos propomos no início, no nosso programa eleitoral, foi conseguido, e cerca de 70 % foi efetuado. O restante já está em andamento, e é esse caminho já iniciado, ao qual a nova Direção Nacional irá por certo levar por diante, e a bom porto, pois o que nos é devido, com muita determinação, convicção e trabalho será alcançado, o objetivo final é, como bem sabem, a obtenção de um Estatuto Profissional digno para a profissão de Faroleiro.

Este assunto, foi por nós conseguido levar para cima da mesa do Governo, Marinha, e restantes Partidos Políticos com assento parlamentar, com muito trabalho, dedicação e cuidado na sua abordagem, pois sendo a nossa profissão muito particular, com problemas específicos por resolver e estando integrada num Quadro Militarizado, onde muitos dos camaradas continuam alheios da realidade, é necessário fazer passar claramente a nossa palavra. Esse trabalho conseguido com sucesso, ainda está em andamento, e tanto assim é que a Marinha está a continuar os trabalhos da elaboração de um estatuto profissional, para o QPMM neste preciso momento.

Está aqui demonstrada a necessidade de existir uma associação profissional da classe, que seja respeitadora dos nossos princípios, respeitada pelos seus pares e pelas demais instituições que nos regulam, hoje e sempre! Nenhum de nós, faroleiros, pode adormecer em serviço, e muito menos estar desatentos sobre esta e outras matérias, todos nós somos necessários para levar por diante a nossa luz.

Uma última palavra para o novo Presidente da Direção Nacional, Sr. Nuno Cardoso, e restantes membros dos órgãos sociais.

As minhas felicitações pela vitória alcançada nestas eleições, e que no próximo exercício 2022/2025, nos traga boas notícias e faça com que a luz, com a nossa característica própria, ilumine e guie quem por nós pode decidir nas instituições mais altas da nossa nação, pois a hora de se realizar e decidir chegou, dar-nos a razão e afirmar que algo tem de ser feito, já não basta!

Os Faroleiros, têm o direito a ser respeitados tal como outra profissão da nossa sociedade, e esta classe profissional apenas quer o que de direto a constituição e as leis do nosso país providenciam aos demais trabalhadores.

Votos de sucesso para os novos Órgãos Sociais da ASPFA!

Vivam os Faroleiros!

VIVA A ASPFA!

Jorge Estêvão

Ex-Presidente da Direção Nacional

ASPFA
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